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30.10.2008 – Agilidade nos negócios e foco na inovação representam as principais características da TI no segmento de serviços de saúde.

O segmento de saúde tem passado por um forte processo de reestruturação, com fusões e aquisições, a profissionalização da gestão das empresas e a aposta em novas tecnologias para apoiar o negócio. Assim, não é de se estranhar que neste segmento 34% das empresas tenham apontado a inovação como o foco da TI – contra 11% entre todas as companhias inscritas.

A tecnologia da informação caminha para ficar mais atrelada ao core. Com isto, o departamento tornou-se um pólo de integração e entrega de serviços, segundo 66% das empresas do setor. Os resultados são medidos principalmente em agilidade corporativa e adaptabilidade (66%) e a introdução de novos produtos (16%).

Na Cooperativa Unimed-BH, segunda colocada na categoria e 67ª no geral, o papel da TI fica evidente ao se analisar que, na empresa, a área é vista como centro de lucro, tem o foco em liderança e o critério de desempenho é a agilidade corporativa. A empresa menciona os projetos de acompanhamento da saúde dos clientes e o desenvolvimento do prontuário eletrônico como principais projetos deste ano. “A preocupação da TI é estar sempre alinhada ao negócio”, afirma Enio Pagani, CIO da cooperativa.

Já o Grupo Fernandes Vieira, que reúne hospitais, serviço de diagnóstico por imagem, medicina de grupo e prevenção, além da atuação em agronegócios (carcinicultura e larvicultura) e transportes aéreos, apóia-se na tecnologia para oferecer novos serviços. Um dos mais recentes foi a inclusão de redes sem fio para que clientes possam usar a internet nas dependências das empresas do grupo e a possibilidade de que médicos e administração acessem as aplicações de check-list de liberação de apartamentos, com o objetivo de agilizar os procedimentos internos.

O grupo também realizou a reestruturação do parque de servidores com um site backup para máquinas de maior aplicação, ambientes de alta disponibilidade com monitoração e outsourcing das ações operacionais.

“Queremos oferecer condições para que nossa equipe esteja cada vez mais dentro do negócio e tenha mais tempo para desenvolver novos projetos”, afirma Amaury Tavares, CIO do Grupo, terceiro lugar do segmento e 86º no geral.

Antes de ingressar no Fernandes Vieira, o executivo atuava na indústria de TI, daí sua intenção de promover uma modernização. Ele tem entre suas metas levar para a companhia a experiência de empresas mais maduras em tecnologia. Por isso, estabeleceu um projeto de portal corporativo usando o SharePoint, da Microsoft, como ferramenta de colaboração e troca de informações e gestão de conhecimento e documentação.

Rapidez nos exames

Na Diagnósticos da América, empresa responsável pelos laboratórios Delboni Auriemo, um dos principais projetos deste ano integra a busca por produtividade e inovação tecnológica – que é uma prioridade. Trata-se da adoção de um sistema de reconhecimento de componentes de células de sangue. O equipamento “lê” a lâmina do exame, identifica cada um dos itens e emite informações sobre anormalidades.

O novo processo aumenta em cem vezes a velocidade de leitura – enquanto um biomédico leva 20 minutos para ler cada lâmina, o aparelho faz a leitura de 300 lâminas por hora.

A empresa, quarto lugar no setor e 92º entre As 100+, também trabalha na construção de um sistema integrado de gestão, orientado a serviços, para gestão da cadeia produtiva. “A idéia é oferecer uma visão centralizada do paciente, integrando a agenda, análise de imagens e faturamento, com a possibilidade de se conectar aos sistemas dos convênios”, relata João Mendes, CIO do Diagnósticos da América.

Outro projeto é a criação de um sistema centralizado de armazenamento de dados em parceria com EMC e Dell. Todos os exames do Brasil ficam nesta central para fins históricos e de segunda opinião. O sistema tem, atualmente, 75 gabinetes com 15 discos de 300 gigabytes, totalizando 20 terabytes de capacidade.

A transmissão destes dados das unidades para a central é feita por links entre 2 MB e 100 MB, fornecidos por parceiros estaduais da rede metropolitana de São Paulo. “Alguns exames ficam disponíveis para os pacientes via internet, mas apenas aqueles que não requerem uma tela de alta resolução”, diz Mendes, justificando que a exibição de exames que exigem alta resolução em telas comuns poderia causar interpretações errôneas.

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